É hora de encarar a realidade: a crise climática não é mais uma ameaça distante; é uma conta caríssima que já está sendo cobrada.
Entre 2022 e 2024, o Brasil acumulou a impressionante marca de R$ 184 bilhões em prejuízos causados por desastres climáticos. Mais chocante do que o valor astronômico é a fragilidade da proteção: apenas 9% desse montante estava coberto por seguros.
Isso significa que, em cada R$ 100, R$ 91 foram tirados diretamente do bolso de famílias, empresas e do próprio governo.
Os dados são do “Radar de Eventos Climáticos e de Seguros no Brasil”, um estudo inédito da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) em parceria com a consultoria EY. E a situação não melhora: só no primeiro semestre de 2024, mais R$ 31 bilhões foram adicionados a essa fatura.
Embora as manchetes costumem focar nas enchentes e inundações (que são, de fato, os eventos mais comuns), o estudo revela uma verdade incômoda: a seca é a que mais pesa no bolso. Por atingir extensas áreas por longos períodos, ela gera os maiores prejuízos financeiros para o país, principalmente no setor rural.
O levantamento aponta uma profunda desigualdade no Brasil quando se trata de proteção:
A lição é clara: o desastre de 2024 no Rio Grande do Sul, considerado o pior da história do país, mostrou que a reconstrução é quase impossível sem um lastro financeiro que só o seguro pode oferecer.
Em meio a esse cenário de desproteção, o setor de seguros tem se mostrado o motor da recuperação.
Em 2024, foram pagos R$ 7,3 bilhões em indenizações por eventos climáticos, distribuídos principalmente nos seguintes ramos:
A experiência de países mais desenvolvidos é um espelho para o Brasil: onde a penetração de seguros é alta, a sociedade e a economia conseguem se reerguer muito mais rápido após uma catástrofe, aliviando a sobrecarga que, hoje, recai quase totalmente sobre os cofres públicos e, por consequência, sobre o seu imposto.
Os R$ 184 bilhões em prejuízos com apenas 9% de cobertura são a prova de que a maioria dos brasileiros está tratando a proteção patrimonial como um luxo, e não como uma necessidade urgente de planejamento financeiro.
A tecnologia avança — a CNseg, por exemplo, está desenvolvendo ferramentas de Inteligência Climática para identificar o risco de inundações por endereço específico. Isso tornará a precificação dos seguros mais precisa e, em breve, a recusa de proteção mais difícil de justificar.
Mas a ferramenta mais importante é a sua atitude.
Não espere a próxima tragédia. Seu imóvel, seu carro e seu patrimônio rural são seus maiores bens. Garantir que eles estejam entre os 9% protegidos, e não entre os 91% vulneráveis, é o passo mais inteligente que você pode dar pelo seu futuro e pela tranquilidade da sua família.
A crise climática é inevitável. A desproteção, não. Fale hoje mesmo com um consultor e avalie como incluir a proteção contra eventos climáticos nas suas apólices.
Fonte: InfoMoney