Muitas empresas operam sob um risco invisível: o seguro “mal feito”. Renovar a apólice no automático, sem revisar valores ou coberturas, é um dos erros mais caros que um gestor pode cometer. Em 2026, com eventos climáticos extremos e novas responsabilidades civis, o seguro deixou de ser um custo para se tornar uma estratégia de sobrevivência.
“A pior coisa não é ficar sem seguro, é ter um seguro mal feito. Gastar dinheiro para descobrir na hora do aperto que não está coberto gera uma frustração irreversível”, alerta Boris Ber, presidente do Sincor-SP.
O Checklist do Sucesso: Seguros Essenciais
1. Seguro Patrimonial (O Básico Indispensável)
Protege a estrutura física, máquinas, móveis e estoques.
- Dica de Ouro: Não avalie pelo valor de compra, mas pelo custo de reconstrução e reposição de máquinas novas para evitar a depreciação no momento da indenização.
2. Lucros Cessantes (A Salvação do Fluxo de Caixa)
Se sua empresa parar por um incêndio ou vendaval, quem paga a folha e o IPTU? O seguro de lucros cessantes cobre as despesas fixas enquanto o negócio não pode operar, garantindo que o CNPJ sobreviva à interrupção.
3. Responsabilidade Civil (RC)
Fundamental para qualquer empresa que lida com público ou terceiros. Cobre danos causados durante a operação.
- Para Profissionais Liberais: O seguro de Responsabilidade Profissional (E&O) é vital para advogados, médicos e contadores contra erros e omissões.
- Para Gestores: O seguro D&O (Directors and Officers) protege o patrimônio pessoal de diretores e administradores contra processos judiciais por decisões de gestão.
4. Gestão de Pessoas: O Seguro de Vida como Retenção de Talentos
Oferecer benefícios como Seguro de Vida em Grupo e Plano Odontológico não é mais luxo, é necessidade para atrair bons profissionais. Em 2026, assistências extras para saúde mental tornaram-se o diferencial competitivo no RH das PMEs.
Os 3 Erros Mortais na Contratação
- Renovação Automática: O mercado e sua empresa mudam todo ano. Se você comprou máquinas novas ou aumentou o estoque, seu seguro antigo está defasado.
- Foco Apenas no Preço: O seguro mais barato costuma ter franquias altíssimas e coberturas limitadas. O barato sai caro na hora do sinistro.
- Falta de um Mapa de Riscos: Antes de contratar, identifique onde sua operação é sensível. Sua região tem histórico de alagamentos? Sua infraestrutura elétrica é antiga?
Como saber se sua cobertura é suficiente hoje?
Siga estes 3 passos para um “check-up” rápido:
- Passo 1 – Estrutura: Cruze o custo de reconstrução por m² atualizado com a metragem do seu imóvel.
- Passo 2 – Tecnologia: Liste todas as aquisições de TI e máquinas do último ano e verifique se o Limite Máximo de Indenização (LMI) as alcança.
- Passo 3 – Geolocalização: Adicione cláusulas específicas para vendavais, granizo ou impacto de veículos se estiver em áreas de risco.
Conclusão
Ter um gestor de riscos ou um corretor de confiança é como ter um médico para o seu negócio. Não espere o incêndio para descobrir que seu extintor de papel (a apólice mal feita) não funciona.
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