O futuro do Brasil passa pela modernização de sua infraestrutura—e essa modernização precisa ser sustentável e resiliente às mudanças climáticas. Em um cenário onde eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes, o setor de seguros assume um papel de protagonista que vai muito além de pagar sinistros.
Recentemente, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) uniram forças em um Fórum de Seguros e Infraestrutura Sustentável para debater justamente essa integração vital. O encontro, realizado em Belém (PA) durante a programação da COP30, reuniu líderes e especialistas para traçar o mapa da proteção e do investimento nacional.
A infraestrutura brasileira vive um momento de forte reconfiguração, impulsionada por grandes projetos. O foco é total na sustentabilidade: mais de 90% dos R$ 1,3 trilhão previstos no Novo PAC (2023-2026) estão direcionados a cidades sustentáveis, transporte de baixo carbono e transição energética.
Neste cenário de investimento massivo, o seguro entra como um instrumento estratégico:
A agenda de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) prevê cerca de R$ 750 bilhões em novos investimentos, segundo o Livro Azul da Infraestrutura da ABDIB. Para garantir que esses projetos sejam executados integralmente e dentro do prazo, o Seguro Garantia torna-se uma ferramenta indispensável.
Conforme destaca Venilton Tadini, presidente da ABDIB, o mercado de infraestrutura vive seu melhor momento, com mais de dois terços dos investimentos vindos de recursos privados.
“Neste cenário de crescimento, o Seguro Garantia é fundamental para assegurar a execução integral dos projetos, reduzindo a necessidade de outras garantias e facilitando o avanço para o project finance [financiamento de projetos com base no fluxo de caixa futuro],” explica Tadini.
O seguro não só consolida o investimento, mas também libera capital dos investidores que, de outra forma, ficaria imobilizado em garantias corporativas.
O debate sobre a adaptação climática — especialmente nos setores de saneamento, energia e transporte — ganhou destaque na agenda da COP30. O setor segurador é visto como crucial para:
Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, reforça que o setor deve ser protagonista na promoção de investimentos em infraestrutura resiliente, promovendo a transição para uma economia mais verde e responsável, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade climática.
Como resultado prático dessa parceria, foi lançado o Guia Prático de Seguros e Capitalização para Concessões e PPPs (em parceria CNseg e SEPPI). Este material reúne o conhecimento técnico de entidades reguladoras e financeiras (BNDES, SUSEP, FEBRABAN), criando um roteiro robusto para a correta associação do seguro nos projetos de infraestrutura.
Em resumo, o seguro deixou de ser apenas um custo operacional. Tornou-se um pilar estratégico para a sustentabilidade financeira e ambiental do desenvolvimento brasileiro.
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